mitos do minimalismo

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Tal como abordei aqui de forma muito leve, o minimalismo é visto muitas vezes como um modo de vida demasiado alternativo e radical, mas isto não podia estar mais longe da verdade.

Para vos provar o contrário, reúno aqui alguns dos maiores mitos sobre este estilo de vida, para acabar com muita da confusão:

– É PRECISO DEITAR TUDO FORA

Não, não é preciso deitarmos tudo fora para sermos minimalistas. Longe disso. A ideia de que temos que renegar todas as coisas está errada – o minimalismo dá muito mais importância ao facto de aprendermos a identificar as coisas que têm importância para nós e que desempenham um papel essencial na nossa vida. É sobre descobrirmos os nossos hobbies e os nossos interesses. É sobre aprendermos a desapegarmo-nos das coisas que são acessórias. É sobre estarmos conscientes.

– NUNCA MAIS PODEMOS COMPRAR COISAS

Mais um mito daqueles GI-GAN-TES. É claro que se podem comprar coisas. Aliás, é impraticável que fosse de outra forma. A diferença é o tipo de consumo que se faz: não é o consumo desenfreado ou o consumo por impulso. É o consumo consciente. É comprar não porque está barato ou porque toda a gente tem, mas porque efetivamente nos faz falta.

E já que estamos a falar de mitos, sim, os minimalistas também compram coisas que os façam felizes. Eu, por exemplo, não consigo resistir a um bom livro. Privarmo-nos daquilo que nos dá prazer não faz de nós minimalistas – de todo!

– É SÓ PARA HIPPIES OU INTELECTUAIS

Mas porquê que as pessoas acham isto? Só porque é diferente e desafia as “normas” da nossa sociedade de consumo? Mas já pararam para pensar naquilo que estamos a fazer ao planeta? A mim, o que me indigna, é que não sejamos todos minimalistas!

O minimalismo é diferente para toda a gente. Não estamos todos dentro do mesmo saco. Mas temos muito em comum, dentro das nossas diferenças: consumimos de forma consciente e vivemos de uma vida mais simples e plena – o que quer que isso signifique para cada um.

– NÃO SE PODE VIVER COM MAIS DE 100 COISAS

Este também é um daqueles mitos que está entranhado nas pessoas. E porquê? Porque há alguns “gurus” que efetivamente vivem com menos de 100 coisas. Mas isso não quer dizer que seja um requisito. Não existem requisitos. E, na minha opinião, contar os nossos pertences é um exercício muito ingrato. Se eu sou feliz com a minha coleção de livros, porque é que os haveria de deitar fora só para ter “menos coisas” em casa? Não faz qualquer sentido.

Como em tudo na vida, é preciso equilíbrio. E o equilíbrio somos nós que o encontramos, não é um número que o dita.

– SÓ SE PODE VESTIR PRETO OU BRANCO

É um erro comum achar que todas as casas e guarda roupas dos minimalistas são monocromáticos. Apesar de ser uma opção bastante usual, pelas facilidades de escolha de roupa de ligação entre peças, não é, de todo, um requisito. É como tudo – devemos usar as coisas que nos fazem sentir bem, não as que achamos que são as que devemos usar.

– É ANTI-TECNOLOGIA E ANTI-PROGRESSO

Apesar de existir quem escolha viver sem carro, sem telemóveis ou sem tecnologia no geral, não quer dizer que todos tenhamos que o fazer. Equilíbrio. É tudo uma questão de equilíbrio.

Já tinha dito que era preciso equilíbrio?

– É SÓ PARA QUEM PODE

Este é talvez o ponto mais controverso de todos. É claro que não podemos pedir a quem vive abaixo do limiar da pobreza e luta para sobreviver que aprenda a viver com menos.

Isto é para nós, sociedade consumista e com um nível de vida confortável. Um nível de vida que nos permite ter mais do que daquilo que precisamos. Um nível de vida de status e comparações. Nós efetivamente podemos. E devemos.

 

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